Na verdade, não sou adepta de adoção sem responsabilidade.
Geralmente as pessoas adotam bichos (assim como têm filhos) sem planejamento algum. Mal podem se cuidar e querem umbichinho pra agradar a seus próprios egos e conveniências.
Muito comum ao envelhecerem serem ignorados e se tornam apenas bichos quando antes eram como filhos. Adoecem e pronto, o que tanto fez questão tira o corpo fora e cuide quem tiver alguma consciência. Vi isso bem de perto.
A Kitty foi assim, um gato que eu nunca teria tido se não fosse outro idiota que passou pela minha vida.
O idiota foi mas a Kitty ficou e se tornou o amor da minha vida.
Kitty é arisca, eu a chamava de gatonça e demorou mais de 1 ano pra ela confiar em mim.
Estamos juntas há 3 anos e não sei viver sem ela.
Sempre amei meus cachorrinhos e nunca quis ter um gato e ela aconteceu em minha vida e foi o melhor acontecimento.
Ela enche meu coração de alegria quando mia perto da ração pedindo carinho enquanto come, quando fica na porta miando pra sair no jardim, quando se deitar grudada em mim pra dormir.
É o amor mais lindo que já senti, um prazer em vê-la fazendo qualquer coisa que queira.
De madrugada a ouço brincando com as bolinhas pela casa, às vezes corre como louca pra todo lado, sobe nas árvores do jardim, caça passarinhos quando eu não estou olhando, toma banho no meu colo e o que mais gosto nela, sua mansidão, silêncio, sutileza, delicadeza.
Hoje não aceitaria ter outro cão embora os ame porque me identifiquei perfeitamente com a Kitty e ela tem tudo a ver comigo.
Kitty Cat é o melhor presente da minha vida, é amor sem medida, que traz conforto e alegria.
Sou grata à Deus por ter a oportunidade de conviver com ela antes que eu me vá.