Coisas de Daguinha não é bem um diário virtual, diria que são coisas que sinto serem importantes pra mim e gostaria de dividir com outras pessoas. Histórias simples e verdadeiras, alguns sentimentos, algumas notas importantes e muito amor.
sexta-feira, 30 de agosto de 2024
Abraham
quinta-feira, 19 de novembro de 2020
Um pedacinho perdido
sexta-feira, 31 de agosto de 2018
Ela não tem culpa
_"Eu tô com câncer, vou morrer, como pode dizer que vou ficar bem?"
Todos ficaram quietos ao ver a cena.
A acompanhante diz:
_"Ela (a enfermeira) não tem culpa, fica calma."
A mulher, então, joga com fúria a bolsa que segurava nas mãos sobre uma cadeira fazendo um barulho que assustou todos ali já em silêncio, inclusive a mim.
A enfermeira com toda paciência do mundo acariciando o braço da mulher diz que ela tem razão mas que precisa se acalmar.
Fiquei paralisada e com vontade de chorar.
Pensei em ir até ela e dizer que câncer não é mais uma sentença de morte mas, sim, um motivo de luta constante.
Não dá pra ter preguiça e deixar de lutar um dia pra descansar, todo dia você precisa lutar contra aquilo que tenta te destruir e que, infelizmente, está dentro de você.
Porém eu não fiz nada, só fiquei ali paralisada.
Porque talvez eu esteja com raiva assim como ela.
Talvez me falte gritar, socar um travesseiro, colocar a culpa no mundo e tudo o que eu não fiz mas assisti outros fazerem.
Passei por muitas coisas sorrindo e cheia de tranquilidade mas meu sorriso já não está escancarado como antes e minha dor não se limita apenas aos ossos, já atinge a alma...
Eu só queria não ver mais toda essa dor.
sábado, 27 de maio de 2017
Um café e um sorriso
E a vida é a responsável por esta paixão.
Aceita um café?
domingo, 21 de maio de 2017
Outono
Escrever e viver
As situações de minha vida me ensinam ou me fazem pensar e repensar e então eu escrevo.
Não é sobre você ou outra pessoa mas sobre mim e tudo o que sinto.
Alguns se identificam tanto que tomam como pessoal, me excluem, já teve quem tirou satisfação e eu, nem de longe, havia pensado na pessoa...rss Faz parte!
Mas é sempre sobre mim.
Desde pequena gostava de diários, tinha poucas amigas por conta da timidez exagerada e era muito fechada, encontrava na caneta um guia e no papel uma pousada reconfortante, talvez meu verdadeiro lar.
No dia 10 de junho de 2005 alguém me perguntou se eu precisava de algo, eu estava imóvel numa cama de hospital e provavelmente não voltaria a andar e eu pedi apenas um caderno e uma caneta.
Escrevia tudo que sentia ali, dia após dia entre lágrimas e dores.
Anos depois (graças à Deus andando) fui apresentada ao mundo maravilho (talvez não tão maravilhoso) do blog. Foi quando passei a escrever aqui, pelo menos aquilo que mais marcou minha vida.
Nem todos entendem, nem todos aceitam.
Passei por três relacionamentos e todos tentaram tirar de mim a "caneta".
Eu até cogitei em largar mas aquilo que eles também poderiam parar por minha causa nem cogitaram em fazer. E hoje percebo como é simples me amar, porque me doo, eu abro mão, até mesmo daquilo que mais amo consigo considerar abrir mão.
Mas não vale a pena, ninguém vale ou se faz valer o sacrifício.
E eu não me importo se pra alguns soa ridículo o que escrevo, se me exponho por ser sincera ou intensa, pode até parecer idiotice mas pra mim não é, escrever é minha vida e por ninguém vou parar.
Saibam que um escritor começa a morrer no dia que parar de escrever e ainda não faço planos de parar de viver, ou escrever.
E essa sou eu, isso são as "Coisas de Daguinha".
Dag Veloso
terça-feira, 18 de abril de 2017
Viajando com a solidão
Com o tempo você percebe que a solidão é uma boa companhia, aprende que cantar desafinado é bem legal (desde que ninguém te ouça rss), que acender as luzes em plena madrugada e agir como se fosse meio dia só e possível sozinha e que sua melhor e mais leal companhia é você mesma.
E no som do silêncio você se percebe feliz, não precisar ouvir lamentações de ninguém e também não tem quem te contrarie, se quiser chorar não haverá ninguém pra te pedir que pare, se quiser rir pode gargalhar em qualquer volume ou horário.
Na verdade a solidão realmente é uma ótima companheira de viagem, como já disse Nizan Guanaes. Embora ele também completou dizendo que a mesma não seria boa conselheira mas depois de tantas coisas que passamos durante a vida, creio que podemos dispensar os conselhos.
Eu sempre vivi muito bem sozinha mas sinto falta de família, do porto seguro, alguém pra quem voltar no fim do dia ou pra eu esperar, talvez pra voltarmos juntos, até.
Mas não se pode ter tudo, acho que o fato de eu gostar da minha própria companhia já me dá vantagens extras sobre as outras pessoas, não é mesmo?
No fim, continuo minha viagem, olhando a paisagem, admirando as crianças e os bichos, olhando os casais de mãos dadas, tirando fotos e também escrevendo sobre as pedras.
Dag Veloso
domingo, 9 de abril de 2017
Victor
Comecei a chorar de emoção ao ver algo tão claro.
Me vi ali, milagrosamente, assistindo a um jogo de meu sobrinho depois de ter sido condenada a morte tantas vezes por médicos pessimistas.
Aí está a vitória, participar de mais um momento do meu sobrinho, isso é que chamo de vitória.
O placar... Bem, o placar foi de 6X2 para o time do meu sobrinho mas foi antes do final do jogo que entendi qual era a verdadeira vitória; estar ali, estarmos ali.
Obrigada Senhor, por mais esse momento de vida pois por milagre estou aqui e à Ti seja toda glória pela minha vida.
Dag Veloso
sábado, 25 de março de 2017
Encontros de vida
"Hoje" (11 de março) viajei no tempo, num tempo que nunca existiu. Fiz algo que nunca fiz e que deveria ter feito há muito tempo, ficar de bobeira na praça com o namorado em plena tarde de sábado. Depois de beijos bem provocantes eu o olhei e percebi que aquilo que estava vivendo naquele momento era algo inusitado, fora da minha idade, já passei bem do tempo de viver essas coisas e só agora estou vivendo-as.
É um misto de sentimentos, eles chegam a me confundir, me fazem quase enlouquecer no meio dos pensamentos, às vezes, insanos até.
A vida é cheia de desencontros mesmo, passamos por várias pessoas e muitas não mais veremos, outras acabamos esbarrando sem sequer pensar que seria possível tal encontro, modificamos a vida das pessoas com um simples sim que nem sempre deveríamos dizê-lo.
Eu sempre me sinto responsável por envolver pessoas em minha vida, talvez seja egoísmo, talvez preocupação, talvez orgulho, depende do momento e da pessoa mas sempre penso que estou interferindo na vida de outros e não sei se positivamente.
Aprendi tanta coisa sobre a vida nos últimos anos e, não sei se infelizmente, aprendi pela dor.
Quem disse que não se pode aprender com a dor?
Eu aprendi a sorrir, aprendi a chorar, me emocionar, aprendi a olhar as pessoas, observar situações, ainda não sei esperar e nem ser contrariada, aliás, não gostar de ser contrariada veio a piorar depois da doença... risos
Sabe aquela coisa de dizer: Poxa! Já me ferrei tanto o que que essa pessoa tá me dizendo??? Nem que eu esteja errada, tem mais é que me dar razão! kkkkkkkk
Sei que as coisas não funcionam desse jeito e muitas vezes me pego brava por alguém ter sido duro comigo, brigo, esbravejo mas no fim eu sempre entendo o que preciso entender.
Eita! Estou com tanto sono mas as palavras começaram a brincar na minha cabeça e não deu pra eu ficar lá deitada, não.
Estou aqui de novo colocando meus jogos de palavras no blog.
Hoje as palavras são: Desencontros, interferência, essas são as principais porque, na verdade, as palavras dançam na minha mente, se encontram com muita facilidade e se desencontram da mesma maneira, é uma doce imaginação, sutil insanidade, total paixão pela letra.
Eu amo tanto viver!
Dag Veloso
terça-feira, 21 de fevereiro de 2017
Pai e filha
E hoje você acordou e pensou no filho que não teve, na idade que poderia ter, a índole, a personalidade, pensou em motivos que te deixariam orgulhosa dele, aí seu pensamento passou por motivos que poderiam te envergonhar ou talvez ele se tornar aquela pessoa que não faz diferença se existe ou não no mundo.
Então você parou e pensou no fato de seu próprio pai não te querer por perto e tentou se ver nas opções de que pode ser um desastre como filha, como pessoa ou, simplesmente, nem fazer diferença alguma.
E chegou a conclusão de que preferia nunca ter nascido a ser tão insignificante pra sua própria família.
Mas após o marejar das lágrimas se lembrou que Jesus era repudiado por sua pátria, nunca fora aceito pelo seu povo, foi desprezado e mesmo assim, como um cordeiro mudo, continuou sua missão.
Eu sei que dói, dói demais, até pelo fato de que você não consegue deixar de amar e se importar, a saudade te sufoca e tudo que queria ouvir é, "Filha, eu te amo" ou talvez; "Você faz diferença na minha vida e não é um desgosto pra mim" ou poderia ser só um "oi".
Sim, só um oi já te faria derreter em prantos de emoção.
Mas não se esqueça que Jesus provou de todos os nossos sentimentos numa intensidade fora do comum e se o seu pai te deu as costas, Jesus é o Pai, o Amigo verdadeiro que deu sua própria vida por ti e Ele jamais te deixará.
Então pare de chorar e vá estudar.
Vá viver.
Vá viver, Dag Veloso!
Pois há propósito em tudo que vivemos. Creia, Confie. O tempo ainda não se findou.
domingo, 30 de outubro de 2016
Boneca de sonhos
Foi a vida quem lhe conduzira por caminhos inimagináveis,
Dançando com a vida, entre encontros adiados e desencontros acertados.
A vida determinou o que ela pensava dominar.
E a vida passou, o tempo se esgotou, o viço a deixou mas o sonho não se findou.
Boneca de sonhos, alma de menina, esperança infinita, ilusão desiludida.
Foi sim, a própria vida que a transformou.
Coração magoado, rasgado, dilacerado, dolorido porém cheia de sonhos.
E com olhos brilhantes e vivos, eis então a boneca de sonhos.
Dag Veloso
sábado, 6 de agosto de 2016
Um cantinho no mundo
Ainda não descobri o meu.
No momento fico feliz em ver as pessoas felizes, se posso ajudar me sinto cumprindo uma missão.
Passei a vida buscando me encaixar em grupos ou família, no fim mesmo acompanhada eu me sinto sozinha.
Mas não acho que seja ruim.
Bom, antes eu pensava ser isso algum tipo de maldição (rss), hoje percebo que preciso buscar mais de Deus pra que onde eu passar deixe uma benção.
Relutei muito pra não ficar sozinha mas eu nasci pra uma missão que me faltava apenas aceitar pra ficar em paz.
Por anos coloquei a culpa no mieloma e não que eu não tenha perdido pessoas e coisas por causa dele mas hoje entendo que tudo o que perdi não era meu e que a doença foi apenas uma prova de fogo onde permaneceriam somente os que realmente deveriam estar comigo.
Não sei até quando viverei mas sei que o que eu puder fazer pra realizar a felicidade alheia, eu farei. Sendo a felicidade das pessoas que cruzam meu caminho também a minha, com certeza.
Mas se for possível um pedido; poderia cessar as dores, por favor?!
Dag Veloso
Banalizando o amor
Certa vez me disse alguém que eu banalizava o amor por me declarar às pessoas com tanta facilidade.
Bom, se sou responsável por isso então palmas pra mim... Êêêêêêêêêêêê uhuuuul... 😁
Num mundo onde palavras e sentimentos de ódio e rancor, palavrões e tanto negativismo às vezes até sem razão de ser, impera pelo simples fato de ser banal eu prefiro declarar meu amor e carinho.
Meus amigos mais próximos sempre se despedem de mim dizendo o quanto me amam e também percebo essa troca de amor e carinho com pessoas que só conheço pela internet.
Eu acho lindo.
Mas se você acha tolo o problema não é meu, ou seja, não tô nem aí...😂
Amo vocês, meus amigos.
Dag Veloso
Passando pela vida
Nas fotos já aparecem alguns sinais que antes não via.
Pensei no quão chato é envelhecer e ver a cada dia o viço da juventude se acabar.
Mas do que posso reclamar?
Sinal este de que estou viva, que minhas lutas com quimioterapias, radioterapias e transplantes não foram em vão.
Foi o que pedi e isto tenho recebido.
Onze anos se passaram e cá estou tirando selfies...
Obrigada Senhor.
Dag Veloso
Seguindo solitária
terça-feira, 28 de junho de 2016
Eu sou mais eu
Eu poderia ter o homem que eu quisesse e sabe porque não tenho?
Porque não quero.
Me descobri um espírito livre, cheia de alegria e muito bem acompanhada por minha pessoa.
Eu não preciso de homem pra ser feliz, nem de companhia pra não me sentir solitária.
O tempo mostrou que a solidão acompanhada é pior que viver conversando com o espelho e pra ser sincera sou amante da minha própria alegria, dos meus pensamentos e me basto.
Eis o motivo pelo qual não quero você.
Dag Veloso
Meu circo
Perdi o sono pensando no meu circo, ops, minha vida...kkk
Eu às vezes meio que assisto minhas memórias e caio na risada.
Hoje, por exemplo, minha ex sogra, a Tereza, mãe do Fred, veio buscar a Lisa pra dormir com eles. Uma amiga do Fred estava junto e perguntou: "Mas de quem é a cachorra?". Tereza e eu rimos e então explicamos que Lisa está sob guarda compartilhada...kkkkk
Estava lembrando a expressão da moça e ri sozinha.
Na verdade é tudo muito louco na minha vida. O Fred já está namorando sério com outra pessoa e depois de dois anos e meio que nos separamos agora entendem ou aceitam que nos separamos de verdade e que ele se tornou um dos meus melhores amigos e "pai" da minha "filha"..rss
Mas pensa numa família que você gostaria de fazer parte.
Pensou?
Agora multiplica por 7 e você vai entender o que sinto pela família do Fred.
Não são perfeitos mas são os melhores, principalmente a Tereza, minha amiga e "irmãe", a melhor sogra e agora ex sogra do mundo, justa, inteligente, sábia, honesta e de uma beleza reluzente, uma alma bondosa e grandiosa.
E também tem meu amor de ex sogro, o Chico, uma figurinha, um tesouro, um amigo, foi amor à primeira vista, o cara complicado que não entendo porém preenche minha vida de alegria com suas brincadeiras nada convencionais...rsss
E nem falei do tiozinho Zé e faltou o Ricardo e a Erika, meus irmãozinhos amados.
A minha vida é um circo porque coleciono situações em que seres humanos comuns nem sonham viver.
Isso tudo faz da minha vida totalmente especial e não a trocaria pela vida de ninguém, por melhor que fosse.
Muitas pessoas passaram por minha vida, algumas já estavam lá quando nasci, várias se foram, de outras me retirei e não é que deixaram de estar em minhas recordações mas apenas não fazem parte do momento.
Mas admito que minha vida mudou muito nos últimos anos, não sei dizer com precisão pra quanto de melhor ou pior mas cada um que entrou ou passou por minha vida me deixou mais rica.
É uma palhaçada como vivo mas é a minha maneira de ser feliz e está dando certo.
Que venham muitas novas pessoas do bem, usadas por Deus ou que contem comigo como uma serva de Deus pra lhes ajudar.
Sejam benvindos...
Dag Veloso
sábado, 28 de maio de 2016
Encontro acidental
Foi um encontro totalmente "acidental".
Um email bonito e um momento em que precisava daquelas belas e certeiras palavras.
Destinos que se cruzaram "sem querer", um encontro que mudou nossas vidas.
Se tornou uma linda e perigosa amizade onde tivemos que nos afastar pra não ferir a santidade de Deus.
Mas sinto sua falta.
Como sinto!!!!
Sua inteligência, calma e tranquilidade, nossas longas conversas, assuntos tão diversos, risadas naturais e espontâneas.
Sinto falta da sua presença protetora, segurança que me passava só de estar presente.
Eu sinto muito ter estragado tudo quando senti mais do que amizade e os anos passaram mas o sentimento ainda me confunde..
Hoje a saudade está imensa.
Fico pensando onde você está nesse momento, se está bem, seguro e feliz.
Ah meu anjo, homem com olhar de menino pidão, que Deus te cuide.
Amo você.
Dag Veloso
quarta-feira, 27 de abril de 2016
Foram os atalhos
Sozinha, despreparada pra vida, indefesa, tentando lutar pra sobreviver no meio da humanidade desumana que existe até mesmo em ambiente familiar.
É tão simples acharem que sou corajosa só porque me interno sozinha em outra cidade, que mesmo tomando quimioterapia consiga viver só, que eu me cuide mesmo tendo dores e sorria mesmo diagnosticada com MM.... Mas depois que me elogiam cada um pega sua família e volta pra casa, mesmo tendo seus problemas conseguem repousar na segurança de suas saúdes, profissões ou empregos estáveis, talvez um marido provedor, enfim é como se os elogios fossem desculpas inconscientes pra poderem me dar as costas e dormirem em paz ou uma explicação pra eu me conformar com o fardo.
Não que as pessoas precisem se desculpar por eu ter ficado doente, perdido meu casamento, não poder ter filhos, não conseguir confiar mais nos homens, etc etc..
Mas depois de um tempo você começa a entender que já não sabe amar, se protege afastando quem se aproxima pra não correr riscos e percebe que sozinha até mesmo quem jamais imaginaria é capaz de querer tirar proveito.
Pois é; você corta as asas de um pássaro durante anos e no dia que esquece de cortá-las ele voa direto pra boca de um gato.
De repente me sinto assim, voando e me debatendo pra não ser pega por nenhum felino mal intencionado.
E aprendi que não existe primo, tio ou amigo que não seja tão capaz de tirar proveito de uma mulher só tanto quanto um e talvez até mais que um desconhecido.
Eu vivi anos dependendo dos meus pais, saí de casa pra depender de um marido e tive que aprender a me cuidar sozinha.
Coloquei muita gente pra correr da minha vida, algumas só dei as costas sem nem dizer nada (nem valia uma palavra), outras eu guardei na caixinha da saudade e apesar de não ter contato não deixei de amar.
Mas ainda não entendi nada.
Pois continuo me sentindo desamparada e não importa quantas pessoas ainda convivam comigo, ainda me sinto incompleta.
Muitos equívocos, vivi me enganando durante anos com uma vida de faz de conta e quando enfim a estória terminou me vi assim.
Cuidado com os atalhos, cuidado com as caronas.
Dag Veloso
sexta-feira, 8 de abril de 2016
Letras
Aconteceu o inesperado.
Por anos me abri, falei o que sentia sem qualquer pudor, me expus, pedi socorro, chorei, também ri e ouvi críticas (isoladas) de que não deveria confiar tanto.
Eu sempre fui sincera, paguei o preço de declarar minhas verdades, embora ciente de que somos falhos e nossas verdades nem sempre as são para os outros e vice-versa.
Porém nas últimas semanas me percebo sem vontade, sem coragem, sem confiança.
Perdi a confiança de escrever, não quero mais pagar preço algum, simplesmente cansei.
Eu tenho tanto a dizer mas pra quem direi?
E por que diria?
Minha vida é um amontoado de letras e elas só fazem sentido pra mim.
Dag Veloso










