quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Tita: fidelidade sobre quatro patas.

Depois que você tem um cachorro já não gosta tanto assim de comemorações com fogos de artifício, afinal sabe que isso maltrata os sensíveis ouvidos deles e os assusta sobremaneira. 


Eu estava pensando na minha querida Tita, uma fêmea de labrador, preta, linda...!
Tita era meiga mas era tão travessa, só faltava subir em cima da cabeça da gente, quando eu lavava o quintal tinha que ficar brigando pra que não fosse pra baixo da mangueira, ela adorava água e ficava me rodeando até que eu a molhasse. Às vezes eu falava alto e brava com ela, então ela se afastava e ficava me olhando de longe, eu nunca aguentava o olhar lindo dela e assim que sorria ela vinha ao meu encontro com toda felicidade, parecia uma criança quando sai do castigo. O engraçado é que nunca precisava dizer nada, era só eu sorrir... rsrsrs
Ela ficou 12 anos comigo e foi melhor companheira pra mim do que eu pra ela.
Em 2005 quando eu estava adoecendo e ainda não sabia o que eu tinha, nos sábados, como de costume, eu me sentava no degrau da escada pra pintar minhas unhas e ela deitava sua cabecinha no degrau e ficava me olhando com muita ternura e amor.
Ela passou a latir à noite, coisa que raramente fazia, achava estranho que às vezes chorava também, parecia um lobo. Muitas vezes tinha que ir falar com ela mas logo que eu entrava dentro de casa ela começava de novo.
Ela passou a se comportar delicadamente comigo, pensava até estar entristecida pois com os outros ela agia normalmente, quase subindo neles (risos e choro)...mas já não fazia isso comigo.
Eu sentia que havia algo errado mas não imaginava que era comigo e que fosse algo tão grave.
Não entendia porque ela fazia aquilo, mas hoje entendo que ela estava cuidando de mim.
Ela passou meses cuidando de mim, eu sentia dores e estava sempre gripada e ela sempre chorando...
Quando eu fui diagnosticada do câncer ela foi a primeira "pessoa" que me veio a memória, logo admiti que ela sabia, contando as coisas que aconteceram, não tinha como não concordarem comigo, não havia outra explicação para o comportamento dela. E ela sabia mas não tinha como me dizer e ficava triste porque não podia me ajudar mas respeitava minhas dores e já não pulava em mim, só nos outros... Ela foi o ser que mais me amou no mundo todo e eu não retribui a altura, não a mereci. Sinto tanta falta dela!
Ela passou meses sozinha aqui, os vizinhos diziam que ela chorava toda noite, era um choro triste, parecia que estava uivando, também foi nessa época que ficou cega. Tadinha da minha Tita, estava sozinha e nem podia ver nada e eu não podia estar com ela.
Foram 7 meses fora de casa, foram 7 meses que ela ficou só, no meio da escuridão.
Minha casa estava em reforma e eu não podia ficar lá, fui recebida na casa de uma de minhas tias, de vez em quando eu fazia chantagens pra poder vir ver minha "casa", na verdade, pra poder vê-la e tocá-la, minha Tita linda, quanta falta me faz!
Numa noite após ter vindo pra casa, depois do meu transplante, estava muito frio, parecia que estava congelando lá fora e eu não podia ter contato com ela, convenci meu ex marido de colocá-la dentro da sala, isolamos a sala pra que não ficasse em contato comigo, parecia um grande berço e então ela pode dormir sem passar frio. Essa história eu e meu marido (agora ex-marido) combinamos não contar à ninguém, por causa das represálias, sabe? rsrs
Agora já não importa mais, ela se foi e eu ainda estou aqui e sinto tanta falta dela.
No dia que ela morreu, eu acordei várias vezes com o choro dela e ia vê-la, então percebi que ela ficava mais tranquila perto de mim, era de madrugada, eu voltei pra meu quarto e peguei um perfume meu e espirrei no cobertor dela, só então ela sossegou um pouco. De manhã antes de ir para o hospital eu fui vê-la, ela nem se levantou da caminha e eu fui fazer meu primeiro dia de quimio, ela ficou sozinha em casa e quando eu cheguei fui direto vê-la e ela já tinha ido. Ela esperou eu sair pra morrer, eu nem estava com ela, nem naquele momento eu estive com ela... tenho muito do que me entristecer, porque me sinto uma droga quando se trata desse assunto. 
Esses dias andei pensando muito na Tita, na lição de vida que ela foi pra mim, essa matéria foi uma das mais difíceis de eu terminar, já estou nela há dias e sempre choro e não consigo ir até o fim. Sei que é um texto simples, contando uma história, pra alguns, corriqueira mas é uma história que significa muito pra mim, que me traz grandes emoções, lembranças. . .


Quem teve um cachorro, sabe o que é o amor e o que é ter um amigo de verdade.


Dag Veloso

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Amor



Triste história de amor mas mesmo assim é uma história de amor, invejável pra alguns, por exemplo pra quem viveu uma situação dramática e não pôde contar com o amor de quem esperava.

Eu amei e não fui correspondida, ainda não conheço o amor a não ser pelos vídeos que recebo ou que encontro na net... se você encontrou um amor verdadeiro, cuide bem dele, pois é joia raríssima e de valor inestimável.

E lembrem-se: o amor é raro e caro tal qual joia mas é frágil tal qual flor, cuide bem pra que não o perca.







Dag Veloso


Obs.: Não era esse o vídeo que contava a linda história de amor, o vídeo que estava aqui foi excluído pelo dono e só agora entendi que tenho publicar vídeos que estejam no meu canal do youtube pra não haver problemas... Desculpem-me.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Doação de medula!

A VIDA DE ALGUÉM PODE ESTAR NA SUA MEDULA!
DOE! 
DEFENDA ESTA CAUSA, DIVULGUE!
SEJA RESPONSÁVEL POR MAIS UM SORRISO COMO O DE RACHELL NIVAS!!! 


DAG VELOSO

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

E eles?

Hoje é dia de hospital. Perdi a hora pois a noite foi longa e insone, por conta disso vim ao hospital em jejum. Após ter dado meu nome para a secretária fui à lanchonete e tomei um café com leite e o pão de queijo costumeiro, quando me sentei para comer visualizei um senhorzinho, carequinha, magro, que me pareceu estar tão solitário ali sentado à beira de um canteiro. Ele estava encurvado como quem está já cansado por tão grande fardo a carregar. 
Eu mal podia engolir meu café, tamanha compaixão que senti por ele, então uma voz falou ao meu coração pra levar-lhe algo para comer. Rapidamente tomei meu café e ainda olhando-o pensava em como fazer pra não ofendê-lo e não parecer uma esmola. 
Foi então que me levantei, pedi o café com leite pra viagem, peguei açúcar e uma colherzinha que coloquei dentro do pacote do salgado e fui em direção à ele, tão indefeso e frágil senhor. 
Então eu disse: _Senhor, pode me fazer um favor? Eu comprei esse café da manhã mas a enfermeira me disse que tenho que ficar em jejum, o senhor pode tomá-lo por mim? 
Ele sorriu com uma satisfação tão grande e foi logo pegando o copo e o pacotinho, ao mesmo tempo agradecendo. 
Meu coração derreteu naquele momento. Senti um misto de sentimentos, num momento era a melhor pessoa do mundo em outro, quase que ao mesmo tempo, era a pior pessoa do mundo. Muitas vezes reclamo de coisas tão pequenas enquanto outros estão simplesmente com fome. 
Eu senti um amor tão grande inundar meu coração, senti vontade de proteger aquele senhor que parecia até uma criança. 
Saí de lá e segurando para não explodir em choro corri para o setor onde minha prima Damaris trabalha e lá chorei taaanto...  quando consegui contar o que havia acontecido a fiz chorar também. 
Temos tantos problemas na vida mas ... e "e l e s"? 
São tantas pessoas que precisam de ajuda e só pensamos em nós. 
Quantas pessoas terão passado pela minha vida sem que eu as tenha notado?
Quantas oportunidades de ajudar alguém eu devo ter perdido por estar preocupada comigo mesma?
Meu Deus! E eles? "Eles" que não têm um prato de comida, que, muitas vezes, nem sequer onde dormir têm, que mal sabem se defender. Debilitados pela falta de alimento, pela falta de Deus e mesmo assim, enfrentando doenças que os consomem como se fossem seres a devorar-lhes de dentro pra fora. 
Olhar ao redor e não pra si mesmo nos faz sensíveis à dor alheia e nos ensina a contar nossos dias com sabedoria. 
Os dias estão passando e vivemos como se estivéssemos em uma corrida para alcançar um troféu sendo que me parece que a única coisa certa ao final desta corrida é a própria morte. 
Ninguém mais se importa com quem sofre, não mais se doam e também não valorizam a inocência e a pureza de sentimentos. 
As pessoas estão se tornando cada dia mais egocêntricas e volúveis, trocam uma por outra como quem troca de carro, aliás, trocam mais facilmente de pessoas do que de carro. Que loucura! Que apego desnecessário, total inversão de valores. 
É pena! Não sou doutora em nada, não tenho riqueza alguma [material, entenda bem!] e não me sinto menos que qualquer outra pessoa afinal quanto mais se tem em riqueza e inteligência menos se tem em caráter, sensibilidade e sabedoria. 
Olhar ao redor não é pra qualquer um, tem que se ter o mínimo de humildade pra perguntar: _E eles?




Dag Veloso



A última vez...

Eu estava pensando nas últimas vezes, todas as últimas vezes. . . a última vez que andei de bicicleta, a última vez que beijei um bichinho de estimação, a última vez que ri até chorar, foram tantas últimas vezes e que eu nem estava prestando atenção. . . 
Acho que está na hora de prestar atenção em tudo pois nunca sabemos quando será realmente a última vez. . . . 
Preste atenção em quem está ao seu lado, seja esposo, namorado, amigo, família, preste bem atenção. . . 
não é poesia, não sou poeta, não sei rimar e nem procuro escrever perfeitamente, só estou falando do que está cheio meu coração. 
Eu não me lembro de quando fiz várias coisas pela última vez, não deixe que isso aconteça com você. 


Dag Veloso

domingo, 4 de dezembro de 2011

Solidão

Disseram que eu jamais estaria só. 
Mentiram pra mim. 

Você já se sentiu só mesmo em meio a muitas pessoas? Já se sentiu deslocado como se não pertencesse a nada e ninguém? Já esteve no meio de muitas pessoas, até queridas, e se percebeu só? Notou que seus medos ninguém conhece e os que conhecem nada podem por você? 
Sinto solidão, sim. 
Numa manhã dessas recebi um recadinho em meu celular que dizia o seguinte: Quando você não tem mais nada a não ser Deus então pela primeira vez se torna consciente de que Deus é suficiente. 
A irmã Terezinha é uma das pessoas que mais gosto em meu circulo de amigos, ela é sincera e direta e embora eu tenha uma certa dificuldade em aceitar verdades, gosto muito disso nas pessoas. 
Eu percebi que estar sozinha não é um problema, o problema é quando não percebemos a suficiência de Deus, daí batemos a cabeça, choramos e também desanimamos. 
Muitas coisas tenho passado em minha vida mas também você que me lê passa por muitas coisas, coisas diferentes mas não menos importantes. A gente tem que aprender a olhar as coisas boas que temos e não só as ruins. 
Eu gostaria muito de fazer a diferença na sua vida, fico tentando escrever algo que te toque mas nem sempre consigo. Não vou negar que o blog é um jeito que encontrei de não passar despercebida no mundo, pois quem quer partir sem deixar um rastro? Quem quer ir embora sem deixar uma lição de vida, um exemplo? Não estou aqui pra ser modesta e nem acho que sou, talvez muito do que eu passe seja exatamente pra me fazer mais simples. 
Eu sei de uma coisa: Você está sentindo que tudo que você vive é só problema seu e ninguém mais se importa? Você sente que nem seu próprio pai se interessa por você? 
Então agora é o momento de encarar que você depende somente de Deus e mais ninguém entende exatamente o que você está passando e nem poderá ajudar-te. 
SÓ DEUS. 

Dag Veloso

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Quem sou eu?


Essa é uma pergunta que precisa ser respondida. Quando não sabemos quem somos, quando não nos conhecemos, corremos o risco de realmente não sermos ninguém. A grande maioria das pessoas passa pela vida observando, analisando e julgando as atitudes dos outros, criticando e opinando, denegrindo ou elogiando, enquanto não consegue olhar para dentro de si e, assim, não consegue “se enxergar”. Muitos, vivendo a vida dos outros, ou sendo vítimas da ação de outros, não desenvolvem “sua vida”, sobrevivendo de atitudes alheias, e não se firmando enquanto ser-humano.

Será que sou esse tipo de pessoa? Olhando para mim, que perspectiva tenho? Bom, às vezes sou forte, às vezes sou fraco. Às vezes me alegro, às vezes estou triste. Às vezes acerto, às vezes erro. O que isso quer dizer? Quer dizer uma única coisa: sou humano. Claro, muitos usam esse argumento para levar vidas medíocres e vazias tentando justificar sua falta de atitude com desculpas esfarrapadas. Mas, em última análise, essa realidade apenas demonstra que estou vivo e, o melhor, que estou fazendo escolhas. Nada, nem ninguém, pode me tirar esse direito. Tampouco, posso deixar de lado a responsabilidade de escolher porque, se eu não fizer minhas escolhas, outros escolherão por mim e, se assim for, minha vida estará nas mãos de outra pessoa.

Também é fato que algumas pessoas olham para si e não conseguem realmente enxergar seu verdadeiro “eu”. Quando tentam se conhecer, são atacadas pela baixa-estima, pelas críticas, pelas opiniões alheias, pelas circunstâncias ao redor, pelas dificuldades e assim vai. Diante dessa situação, acabam produzindo um auto-retrato que não condiz com a verdade. Se sentem excluídas, incapazes, inúteis, derrotadas... e aí vem o desânimo. Falta vontade de tentar, falta vontade de lutar, falta vontade de sonhar.

Mas espera aí... será que estou aqui só pra sofrer? Ser mais um na multidão? Ser mais um sentado em um banco? Apenas ser mais um número? Alguns até responderiam que sim, mas não estou interessado na opinião desses. Quero a resposta daquele que mais entende do assunto. Quem poderia entender mais sobre o ser-humano do que aquele que o criou? O que Deus pensa de mim?

Vamos começar com a criação de tudo. É interessante observar que Deus chama o ser-humano de “coroa da criação”. Então, já nesse começo, observo que, na perspectiva de Deus, o ser-humano é algo especial. Então, não importa quantos seres-humanos existam, cada um é especial para Deus. Isso, por si só, já demonstra que não sou apenas “mais um”. Jamais dê ouvidos àqueles que querem fazer você acreditar que não tem valor, porque, independente daquilo que os outros pensam, existe algo especial em você. Primeira lição: sou especial.

Continuando... um dos grandes motivos que levam uma pessoa ao desânimo, além de não se sentir especial, é sentir-se só. Independente da trajetória de vida, quando a pessoa olha ao redor e não sente que faz parte de algo, ou que não tem alguém com quem compartilhar seja o que for, tudo parece deixar de fazer sentido. Esse é outro aspecto onde normalmente nos enganamos porque nunca, realmente nunca, estamos sozinhos ou abandonados. Ainda que todos tenham nos dado as costas, Deus diz que jamais nos deixará e que nunca nos abandonará. Segunda lição: não estou só.

Outro motivo que causa desânimo é não sentir-se amado. E amor é uma palavra que anda meio fora de moda, como tantas outras que já foram fundamentais para a vida. Quando não sentimos que somos valorizados, apreciados e amados, começamos a nos questionar: por quê? Por quê vou me esforçar, se ninguém dá valor? Por quê vou fazer algo especial, se não vai fazer diferença? Por quê vou fazer melhor, se a recompensa não vem? Por quê vou tratar bem, se sou maltratado? Alguns diriam que isso é ser interesseiro mas, bem da verdade, cada um de nós espera um pouco de consideração e também à merece. O que Deus diz sobre isso? Ele diz: “Eu te conheço antes que fosse gerado no ventre da tua mãe e, desde aquela época, te amei e continuarei te amando”. E não são apenas palavras. Deus tem provado seu amor ao longo da história da humanidade das mais diversas maneiras e deu a maior prova de todas quando mandou seu único filho para morrer por nós. Em algum momento de sua vida você pode sentir o amor fluindo de Deus para você? Sentiu sua presença acolhedora e seu abraço seguro? Ouviu sua voz trazendo paz? Então, vamos aprender essa lição e sentir esse amor. Terceira lição: sou muito amado.

Olha só: sou especial, não estou só e sou muito amado. Estamos caminhando no sentido de responder àquela pergunta lá do alto: “quem sou eu?”. Mas, alguns lendo esse texto poderão ainda assim dizer: “Tá, eu entendi tudo isso, mas ainda me sinto um fracassado e desanimado com a minha vida. Acho que não consigo porque ninguém me ajuda...”. Aí está outra fonte de desânimo: falta de incentivo. Verdade seja dita, algumas pessoas não incentivam outras por inveja. É isso mesmo: pura e simples inveja. Essas pessoas invejosas sabem que se, incentivarem outras, essas outras vão lutar, vão vencer, vão conquistar e não querem que isso aconteça. Querem que todos sejam medíocres como elas são... Mas, deixando os invejosos de lado (bem de lado) (aliás, muito longe), normalmente é isso mesmo que ocorre: desanimamos por falta de incentivo. Não são todas as pessoas que conseguem se auto-motivar. Pra falar a verdade, são poucas que conseguem fazer isso. Normalmente, precisamos de uma ajudinha externa e, quando ela não vem, é mais fácil abandonar do que perseverar. Mas e Deus? Será que Ele não vai ajudar? Vai sim, mas Ele quer ver um pouco de iniciativa nossa também. Ele diz: “se esforça que eu te ajudo”. Opa, Ele vai ajudar... Sim. Ele vai. Sempre. Mas eu estou me ajudando também? Isso é algo para se pensar... Então, partindo dessa declaração, já sei que serei ajudado. Mas onde entra o incentivo nessa história? Pense bem: se Deus, que pode todas as coisas, está do meu lado, então eu vou ter toda a ajuda que precisar. Assim: “se Deus é por nós, quem será contra nós?”. Agora vejo uma perspectiva de vitória para minha vida. Ou, tendo uma visão ainda mais clara da situação, já sou vencedor porque “Posso todas as coisas naquele que me fortalece”. Quarta lição: sou vencedor.

Então, caro leitor, você é especial, não está só, é muito amado e, juntando tudo isso, é um vencedor. Que pessoa admirável você é...



Que tipo de pessoa eu sou?


Diante dessa pergunta, você pode dizer: “Mas isso nós já resolvemos no tópico anterior”. E eu respondo: não exatamente. Para que você seja realmente a pessoa do tópico anterior, ainda é preciso uma coisa: acreditar que é. Eu poderia escrever muito sobre o assunto e ainda assim, se você não acreditasse realmente, de nada adiantaria. Então, acredite. Eu sei que às vezes até isso se torna complicado mas é essencial. Sem acreditar, a pessoa do tópico anterior “poderá ser” mas ainda não é.
Nesse ponto, alguns podem estar pensando que eu me refiro ao pensamento positivo e não é nada disso. Pensar positivamente é bom, mas não muda a realidade externa tampouco interna da pessoa pois o pensamento humano não é constante, tampouco imutável. Estou falando em acreditar de verdade nas promessas de Deus. Permitir que essa verdade ilumine cada cantinho do nosso coração. Fazer uso dessa verdade diariamente. Enxergar essa verdade em tudo que fazemos, pensamos ou sentimos. Viver essa verdade.
Quando estou realmente “vivendo essa verdade” então sou especial. Primeiramente, sou especial para Deus que olha para mim e vê potencial. Sou especial para mim mesmo, pois reconheço o valor que tenho e me conheço. E também resolvo ser especial para os outros, ainda que não me considerem assim. Será que você poderia fazer algo de especial para alguém? Ou talvez ser especial para alguém? Acredite, você pode fazer a diferença para alguém. Aí você pode me perguntar: “Como vou fazer isso?”. Lembra-se do tópico anterior? Independente dos motivos, muitos estão desanimados e precisando de ajuda. Você pode acabar com a solidão de alguém, dizendo à ele que é muito amado, que tem valor e que é um vencedor. Assim como você leu isso hoje, pode ser alguém que você conheça esteja precisando ouvir o mesmo. Ou será que sou do tipo que só quer receber...?


Se conhecendo melhor

Agora que alguns pontos já foram esclarecidos, já é hora de aprofundar nosso conhecimento sobre nós mesmos.
Vamos começar esse tópico, lembrando que cada um de nós tem uma história. Pode ter certeza, caro leitor, que cada um possui um histórico de lutas, tristezas, alegrias, sonhos, conquistas, derrotas, certezas, incertezas e assim por diante. È claro que as quantidades e intensidades de tudo isso variam muito, mas é assim com todo mundo. “Nossa, será que todo mundo sofre como eu?”, alguém pode perguntar. Claro que não! Tem gente que sofre muito mais. Todo mundo tem lutas, todo mundo tem desilusões, todo mundo tem decepções, todo mundo já foi magoado, todos carregam vários tipos de cicatrizes e essa não é a questão. A verdadeira questão é como lidamos com tudo isso. Na verdade, as pessoas lidam com isso de três maneiras.
O primeiro tipo é aquele que adora se afogar em auto-piedade. É o coitadinho. “Coitadinho de mim.... snif, snif”. “Olha como a vida judia de mim”. “Olha quanta luta eu passo” e por aí vai. É um poço de lamento. Não estou menosprezando as dificuldades que surgem na nossa caminhada. Simplesmente, estou expondo um tipo de comportamento passivo que, além de não proporcionar uma mudança na situação, torna tudo ainda pior do que realmente é. A goteira se torna inundação, o espinho no dedo se torna amputação e a brisa da manhã se torna furacão. Se você se encaixa nesse padrão, cuidado. Pode ser que de repente, a vida se tornou uma tragédia para você e tudo é terrível. Enquanto só você sofre, todo mundo se diverte. Enquanto só você tem dívidas, todos os outros estão prosperando. Enquanto só você se senta no escuro, todos estão dançando na luz. Acredite em mim: amor próprio é uma coisa, auto-piedade é outra.
Existe um segundo tipo que é aquele que passa por tudo o que já foi mencionado e, em decorrência das frustrações, derrotas e desafios, tornou-se apático, desanimado e desanimante. Apático porque vive na base do “tanto faz”. Os sonhos já foram abandonados, as alegrias foram esquecidas e a vontade esvaiu-se ralo abaixo. Desanimado porque não tem mais esperança de nada. Tudo parece ser em vão e nada vale a pena. E, o pior, é desanimante porque quer convencer à todos em sua volta de que tem razão. Quer convencer à todos que não adianta nada ter esperança e que lutar é apenas adiar a derrota inevitável.
Agora há um último tipo. São aquelas pessoas que passam por tudo isso, tomam umas cacetadas, se machucam, caem, aprendem a lição, levantam a cabeça, sacodem a poeira e dão a volta por cima. Quando se levantam, são pessoas muito melhores do que quando caíram. São pessoas mais maduras, mais experientes, mais espertas, mais preparadas para a vida, etc.
Conheço pessoas que se encaixam bem nesses três tipos. Mas que tipo sou eu? Ou, que tipo quero ser?

Questões práticas

Não tenho a menor intenção nesse curto espaço de fazer um estudo sobre psicologia, filosofia, teologia nem qualquer outro “ia” relacionado ao ser-humano. O objetivo aqui é fazer com que cada um de nós possa se conhecer um pouco mais. Nesse sentido, vamos tratar de alguns aspectos que merecem maior atenção.


a) Qualidades: você tem qualidades. Se não sabe quais são, está na hora de começar descobrir. Mas se prepare: quando você coloca suas qualidades em funcionamento, logo começam as críticas. Então, entenda: a luz incomoda as trevas.

b) Defeitos: tenho defeitos. Se ainda não sei quais são, está na hora de descobrir. Por um lado, não tenho a obrigação de ser perfeito. Nunca se cobre disso. Por outro, preciso estar no controle deles para não ofender nem afastar aqueles que amo tampouco aqueles que me amam. E mais: perdoe-se. Muitas pessoas não conseguem se perdoar pelos erros que cometeu e por isso são extremamente infelizes.

c) Limites: tenho limites e preciso de ajuda. É claro que não vou passar a vida usando e abusando da boa-vontade, da força ou da fé dos outros. Mas também vou ter a humildade de admitir que tenho limites e que, sozinho, não vou chegar em lugar nenhum. Outra coisa: vamos nos esforçar pra fazer a diferença pra alguém, mas não tenhamos a pretensão de carregar todo o mundo nas costas.

d) Sonhos: sonhe mais. O sonho é a semente de algo maior. Não deixe os espinhos, os corvos, os invejosos, os mentirosos e todo o resto impedi-lo de sonhar. É no sonho que tudo começa.


d) Lutas: aceite logo o fato: elas vão existir sempre. Então, ao invés de reclamar, vamos encarar logo.

e) Relacionamentos: cultive seus relacionamentos. Uma mensagem pelo celular, um e-mail, um cartão, um aperto de mão, um abraço, um beijo, uma palavra amiga, um minuto do seu tempo, um ombro amigo, peça perdão, mantenha sua palavra, seja honesto sem ofender... ah, é claro que podemos.

f) Não se leve tão à sério: faça isso e seja mais feliz.


Pastor Sandro Zambone