segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Teologia - Módulo 2 parte 1

PENTATEUCO

Gênesis.
Começamos com a pergunta: Como se conta uma história? É só organizar fatos? Você percebe como conta suas histórias para as pessoas ou amigos?
É importante perceber que o ser humano vive contando histórias, nos relacionamos contando histórias, existem várias preocupações, queremos interagir, queremos guardar memórias, quando nos sentamos à mesa e relembramos algum acontecimento, não existe um rigor de quem está alinhando histórias, existe o desejo de conexão.
Na verdade, contamos histórias para nos conectar e, uma vez conectados preservamos nosso passado, nossas histórias. Existe mobilidade, variação na forma que contamos nossas histórias, não é uma questão de distorção mas como já disse, uma questão de conexão.
Às vezes notamos que uma mesma história que contamos sai com ênfases em lugares diferentes, às vezes diferentes da última vez, acrescentamos coisas ou omitimos, de repente percebemos coisas que não tínhamos percebido antes. E não é que mudamos a história pois as perguntas e respostas ainda permanecem lá.
E nossa pretensão é sempre a de nos conectar.
A história bíblica é pensada para criar isso, conexão é totalmente diferente de alguém contando relatos científicos como se fizesse uma lista de compras, tentando ser o mais preciso, ou alguém narrando uma corrida de cavalos.
A Bíblia é uma história de fé que se conecta afetivamente, mas nem por isso há distorção, invenção mas sim conexão.
Encontramos o livro de Gênesis fazendo essa pergunta: O que a narrativa de Gênesis tenta conectar em nós?
O livro de Gênesis está é contado para conectar um grupo de pessoas que colocava sua fé em Deus a outro grupo com uma supersticiosa fé que aprendeu por onde passou, não é uma explicação científica, mas uma luta contra a idolatria. É uma narrativa de fé que ensina e aperfeiçoa a forma que o povo deve se relacionar com seu "único Deus".
Se conectando com pessoas tremendamente influenciadas pala religião babilônica fundada por Ninrode (Rebelde), o fundador de Nínive, fundador de Babel, pai da escravidão, aquele que tenta estabelecer sua vontade  contra a vontade de Deus, e sua mulher Semíramis continua sua religião sobre a mesma base.
O pensamento da religião babilônica se configura assim: Um pai morto mas presente de forma simbólica.
 1. a presença substituída pelo símbolo, Ninrode
 2. uma mãe dominante, Semíramis
 3. um filho vulnerável, Tamuz.
"Não temos mais o pai, só um símbolo que com o passar do tempo se torna cada vez mais distante, o filho é vulnerável, a mãe é forte, livre, destemida e corajosa..."
A religião babilônica começa por definir a figura paterna, materna e a figura do filho. A trindade babilônica.
Em Gênesis 1:3-31 visualizamos o escritor se conectando com seus leitores, nutrindo a fé desses irmãos ainda tão confusa e contaminada.
Imagine então essa história conectando com o coração daquele povo tremendamente influenciado pela religião babilônica, "..e foi a manhã do dia primeiro...", a cada explicação um golpe na idolatria, no caldeirão que era a mente do povo. Não é a natureza que é divina, não são esses seres mitológicos babilônicos mas o Deus criador, Senhor do universo ".. e foi a manhã o dia segundo..."

É nesse momento que devemos decidir como iremos interpretar a Bíblia, crendo que a Bíblia é a palavra de Deus, temos as seguintes possibilidades de eixos:
   1- Narrativa de fé para explicar tudo à criação, inclusive a ciência.
   2- Narrativa detalhada e literal para explicar a criação do mundo.
   3- Uma história viva e dinâmica de fé, que mostra quem é o criador e quem é a criatura.
   4- Mito como discurso religioso, a fé usa o discurso mitológico para exprimir os princípios espirituais mais importantes.
   5- É só um mito.

Creio que a opção 5 é uma impossibilidade para a fé cristã, opção 4 torna a fé extremamente frágil e vulnerável, a opção 1 fatalmente gera pessoas incapazes de dialogar e sendo obrigadas a um contorcionismo para explicar o inexplicável e um monte de coisas desnecessárias.
Gênesis e toda a Bíblia são histórias vivas inspiradas de uma forma única e poderosa pelo Espírito Santo para conectar no coração de um povo separado pelo Pai, na qual é a perfeita vontade do Pai.
Portanto a opção 3 é a ideal pra quem está buscando uma vida cristã.

O nascimento da religião babilônica que é a matriz do pensamento presente na fé dos inimigos do povo de Deus. A grande batalha do povo da aliança é contra a religião de Babel, a religião de Ninrode, o deus sol e a rainha do céu. Apocalipse nos ensina que a babilônia é a mãe das falsas religiões. Para ler Gênesis precisamos enxergar essa batalha contra as falsas religiões dos povos vizinhos e contra o risco da falsa religião ofuscar e contaminar a fé do povo da aliança.
O pentateuco é escrito então para que a fé no Deus vivo, se emancipe de uma fé  corrompida. Uma conversa sobre a criação para combater a falsa religião, que apresenta como característica: o pensamento da escravidão, rebeldia, o propósito de transformar seu próprio nome conhecido em uma imagem de uma mãe com o filho no colo que está presente na história desde os tempos mais remotos.
A ideia da relação entre mãe e filho como representação maior da religião, reivindicação da autoridade da figura feminina toda essa estrutura religiosa nasce na Babilônia e se expande como núcleo formador da religião do Egito, na religião dos gregos, dos romanos e também alcançando como já falamos a religião dos judeus.
Em síntese a matriz da religião babilônica influencia todas as culturas posteriores.
Uma vez que já entendemos que o livro de Gênesis não tem intenção de explicar ciência, mas o objetivo de proteger e limpar o coração do povo que reconhece essa trinca (trindade satânica) em diversas culturas:

Fenícia: Astarote - a grande mãe
Grécia: Zeus (homem), Afrodite (mulher), Eros (filho)
Roma: Saturno (homem), Vênus (mulher), Cupido (filho)
Egito: Osíris (homem), Ísis (mulher), Horus (filho)

COSMOGONIA
É a explicação da origem da criação e cada cultura tem sua cosmogonia, ou seja, sua narrativa de origem de todas as coisas.
Cosmogonia do Egito: diversas narrativas competiam entre si para explicar a criação, cidades rivais normalmente tinham cosmogonias antagônicas. A importância disso para nosso estudo é que o povo de Israel vive no Egito por tempo demais e aprende essas inúmeras cosmogonias e tem facilidade de oscilar e aceitar vários tipos de cosmogonias. Gênesis se levanta como narrativa da criação não como um mero acréscimo de mais um tipo de narrativa mas como sendo a narrativa que o povo precisa conhecer, a única que deviam crer que Deus criou.

O pensamento grego se ocupa do "como" isso é o que fundamenta o método crítico de ler a Bíblia, em oposição o pensamente hebreu que se ocupa da "intenção", sendo assim a intenção de todo o pentateuco é quebrar a crosta de idolatria no coração do povo.
Pensando em fazer um resumo sobre as intenções do pentateuco teríamos o seguinte:
_Gênesis; a criação e a queda com intenção de combater a idolatria mostrando quem criou todas as coisas.
_Êxodo; a libertação com intenção de mostrar quem libertou.
_Levítico; santificação com intenção de mostrar que fomos separados para viver de uma forma específica (santificados para adorar).
_Números; com a intenção de dar instrução para quem foi santificado.
_Deuteronômio; com a intenção de trazer encorajamento para permanecer na aliança.

Ao se revelar como Deus Criador, mostra a sua criatura, que ela tem valor e de que o ser humano é a coroa da criação ao invés de olhar para a natureza, para o vento, para o mar. O ser humano é convidado e desafiado a parar de olhar a criação como está acostumado a fazer e finalmente, entender sua importância e assim, honrar seu Criador.
O ser humano é criado e convidado a uma aliança Gênesis 1:26,28.
O segredo a ser aprendido é que a liberdade é conquistada na percepção dos nossos limites que Deus impõe, existe cuidado e zelo da parte do criador para conosco e quando enxergamos o quadro completo, vivemos adoração, liberdade e limite.
O pentateuco se desenvolve de um lado, mostrando Deus seu convite e interesse em preservar a aliança, de outro, a incapacidade do ser humano em honrar essa aliança. O fracasso do ser humano é revelado, mas ao mesmo tempo em que esse fracasso do homem é revelado a graça é evidenciada.
A história contada no pentateuco é para quebrar e curar o passado, defender e garantir o futuro. A criação, a queda e a redenção é o pano de fundo dessa história para que o nosso presente não seja aprisionado por uma fé morta e uma consciência distorcida.
Uma história para instruir com fé para enfrentar todos os desertos que ainda estão por vir.

A história do pentateuco é de alianças: Aliança com Adão, com Noé (Gn 9) e depois com Abraão (Gn 16), com Isaque, Jacó e o povo de Israel.
   A história da aliança com Adão é contada até a expulsão do paraíso (aliança Gn 2:15,17 e queda Gn 3:6)
   A história da aliança com Noé é contada até a confusão das línguas em Babel.
   A história da aliança com Abraão começa com a esterilidade de sua esposa, as tentativas de gerar por conta própria o que Deus disse que iria fazer.
   A história da aliança com Isaque passa pela esterilidade de sua esposa.
   A história da aliança com Jacó passa pela trapaça para receber a benção da primogenitura, a trapaça do seu sogro entregando outra mulher e a esterilidade da amada.
   A história da aliança com o povo passa pela libertação, pela peregrinação no deserto pelo exílio.

Nisso tudo vemos o quanto Deus leva à sério suas alianças e ao longo de todas essas narrativas, apesar do fracasso humano, Deus sustenta essas alianças com graça e misericórdia. A essência da nova aliança já está desenhada antes mesmo do ser humano se dar conta disso.


Dag Veloso

Teologia - Introdução parte 4

VIDA CRISTÃ

O processo da vida cristão se inicia no momento da conversão à Cristo, a partir daí andaremos sempre na companhia do Espírito Santo.
As práticas de uma vida cristã são a leitura da Palavra de Deus e a vida de oração.
Devemos colocar um ponto final naquilo que antes fazíamos, ou seja, quem eramos deixa de existir e iniciamos um novo tempo, fazendo as coisas com base na palavra, na vontade de Deus.
A consolidação da vida cristã se dá através do batismo pois é onde se declara à todos sua decisão pessoal.
Ter uma família cristã é estar em comunhão com outros cristãos (independente de serem família biológica), que creiam e sigam à Cristo, sendo assim devemos estar ligado à uma igreja local.
Devemos ter uma transformação contínua do caráter e nos envolver nos princípios bíblicos de servir e compartilhar a fé com outras pessoas.
Conversão significa retorno, tal qual sinais de trânsito, as escrituras nos orientam em como devemos andar. Efésios 5:15 "Portanto vede como andais, não como néscios, e sim como sábios."
Assim como placas a Bíblia tem a função de nos orientar na nossa caminhada cristã.
A fé em Jesus e o arrependimento são as marcas da nossa conversão. A Bíblia deve ser nosso guia de conduta, ou seja, devemos nos basear nos princípios bíblicos para viver.
Ao começar a estudar a Palavra de Deus, inicia o processo de saber quem é Criatura e quem é Filho de Deus e então você passa a crer, verdadeiramente, em Jesus.
Jo 1:12 "Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome.", e por isso se torna filho, pois antes era criatura conforme Gênesis 1:27 "E criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou, homem e mulher os criou."
Arrependimento é a palavra chave que significa mudança de mentalidade (Metanoia em grego).
Ao ler Romanos 12:2 entendemos que devemos ser  transformados no nosso entendimento, ou seja, mudança de mentalidade. "E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.
Em Efésios 4:22 aprendemos que quem mente não deve mentir mais, assim podemos perceber o que é a mudança de mentalidade em Cristo.
A conversão não é um ato, é um processo que vai dando continuidade até o encontro com Jesus.

Efésios 4:22-24 "No sentido de que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe segundo as concupisciências do engano,"..."e vos renoveis no espírito do vosso entendimento"...24"e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade.


Resumo de Dag Veloso

Teologia - Introdução parte 3

LER E INTERPRETAR A BÍBLIA

É de muita importância que se leia a Bíblia interpretando corretamente os fatos. Existem textos difíceis de compreender mas aqui vão algumas dicas de como entendê-los melhor.
Seguindo o exemplo de Atos 8:30, onde o Eunuco está numa carruagem e está lendo um texto do Antigo Testamento (Isaías 53) e chega Filipe o qual pergunta: "Entendes o que lês?"
Para uma melhor interpretação e entendimento você deve:
   _Ler o contexto, ou seja, leia vários versículos antes e depois do texto que está em questão.
   _Use ferramentas como o dicionário bíblico, bíblias de estudo ou outras versões da bíblia que o ajudarão a entender melhor.
   _Anote palavras desconhecidas e descubra o significado no dicionário.
   _Procure saber quem escreveu o texto, pra quem escreveu, qual foi a situação, quais os personagens do texto, o que aconteceu e onde o fato ocorreu.
   _Após toda essa investigação faça um "filme" em sua mente, imagine as cenas, procure se transportar para a época do acontecimento.

O que deve ser evitado é nuca deixar de ler todo o contexto da história, lembre-se que a Bíblia não se contradiz, então muito cuidado com o que será dito sobre o que você lê.
Para compartilhar um determinado texto da Palavra de Deus, você precisa saber o que Deus está falando com você, primeiramente. Caso vá partilhar essa palavra com outras pessoas então após entender o que Deus fala pra você, pergunte o que Deus deseja ministrar a outras pessoas, qual a revelação que Ele deseja que as pessoas entendam, e cabe a você orar e buscar por orientação para poder realizar o desejo de Deus.
E para concluir leia II Tim 2:15 que diz: "Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade."

Resumo de Dag Veloso


Teologia - Introdução parte 2

PANORAMA DO NOVO TESTAMENTO

O Novo Testamento possui 27 livros e foi escrito em grego, no período do Império Romano que iniciou uma grande perseguição a qual eram as primeiras vítimas os judeus e posteriormente a igreja. Devido à perseguição surgiu o símbolo do peixe, era uma espécie de senha identificatória informando ou revelando que essa pessoa também era cristã.
Divide-se em
_Evangelhos, 4 livros
  Mateus, a Bíblia não menciona o autor, provavelmente o próprio Mateus, década de 60 d.C
  Marcos, escrito por João Marcos, provavelmente o primeiro evangelho escrito, final da década de 50 e início de 60 d.C
  Lucas, foi escrito pelo próprio Lucas em 60 d.C
  João, escrito por João no final de 80 até 95 d.C aproximadamente.

Os evangelhos relatam a vida e obra de Jesus. Evangelho significa boas novas.
Mateus era cobrador de impostos, deixou tudo e seguiu à Jesus (Mateus 9:9), o livro foi escrito para os judeus, o qual relata que Jesus é o messias esperado, que Jesus é o Rei.
Lembrando que ao término do Antigo Testamento (Malaquias), houve um período de 430 anos aproximadamente, o que é chamado de silêncio de Deus, ou seja, do livro de Malaquias até a João Batista deu-se este período.
O livro de Marcos foi escrito por João Marcos, tradicionalmente aceito, ele era o sobrinho de Barnabé (At 12:12; 25; 13:13: 15:37), não era um apóstolo porém andava muito próximo de Barnabé e Paulo.
Lucas, considerado um historiador, era um homem intelectual para a época, procurava colocar em ordem os fatos ocorridos, era companheiro de Paulo em suas viagens e foi chamado de médico amado. Este livro foi escrito para os gentios (que não eram judeus). Lembrando que Lucas foi o único gentio a escrever o Novo Testamento.
O livro de João é um livro muito singular, pois o conteúdo é único comparando com os demais evangelhos, quando João o escreve já está finalizando o século I, sendo assim, procura defender o próprio evangelho, pois heresias gnósticas surgiram naquele tempo. Neste livro ele revela a divindade de Jesus. É um livro escrito para a igreja.


_Histórico, 1 livro
  Atos dos Apóstolos, escrito por Lucas, 61 d.C

Aqui entra o livro de Atos dos Apóstolos, escrito por Lucas, relata a expansão da igreja, o seu crescimento, os desafios, a ação do Espírito Santo na vida diária da Igreja. É muito claro que Luca participou de muitas viagens do apóstolo Paulo (At 16:17 e 20:13) porém é um livro que não tem um desfecho ou final pois a história da igreja continua ainda hoje.

_Epístolas ou Cartas, 21 que se subdividem em:
10 cartas às igrejas (escritas por Paulo)
  Romanos, 55 d.C (terceira viagem)
  I Corintios, 54 d.C (terceira viagem)
  II Corintios, 55 d.C (terceira viagem)
  Gálatas, 49 d.C
  Efésios, 60 d.C
  Filipenses, 61 d.C
  Colossenses, 60 d.C
  I Tessalonicenses 50-51 d.C (segunda viagem)
  II Tessalonicenses 50-51 d.C (segunda viagem)
  Filemon, 60 d.C

3 Cartas Pastorais (escritas por Paulo para líderes)
  I Timóteo 62 d.C
  II Timóteo 63 d.C
  Tito 62 d.C

8 Cartas Gerais
  Hebreus, década de 60 d.C, autor desconhecido
  Tiago, 40 ou 50 d.C
  I Pedro, 63 d.C
  II Pedro, 63-54 d.C
  I João, final de 80 ou início de 90 d.C
  II João, final de 80 ou início de 90 d.C
  III João, final de 80 ou início de 90 d.C
  Judas, década de 60 ou 70 d.C


_Proféticos, 1 livro.
  Apocalipse, final da década de 80 ou início de 90 d.C

Apocalipse foi escrito pelo apóstolo João no final do século I, perseguido pelos romanos, estando na ilha de Patmos, traz as revelações das últimas coisas.


Resumido por Dag Veloso


Teologia - Introdução parte 1

Um resumo geral do curso de bacharel em teologia que, creio eu, ser de bom proveito pra quem gosta de ler a Bíblia.

PANORAMA BÍBLICO

"Toda Escritura é devidamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para instruir em justiça." 2 Tim 3:16
A Bíblia foi escrita por mais de 35 gerações, ao longo de 1500 anos aproximadamente, por pessoas de diferentes épocas e contextos diferentes (aproximadamente 40 autores) e em 3 continentes Mas não podemos esquecer que a Bíblia é a revelação de Deus aos homens, escrita em duas partes, o que chamamos de Antigo e Novo Testamento.
Deus usou vários homens, com profissões distintas para escrever sua Palavra:
Ex. Moisés era um líder estadista; Amós, um pastor de ovelhas; Pedro, pescador; Lucas, médico; Davi e Salomão eram reis; Paulo, rabino e filósofo; Esdras era um sacerdote; Neemias era copeiro do rei, o que podemos chamar hoje em dia de funcionário público...

A Bíblia não é um livro histórico, já que não está escrita em ordem cronológica e embora contenha histórias a ênfase está nas revelações de cada história.

Na Bíblia encontramos alguns estilos literários:

Crônicas, onde conta as histórias dos reis;
Genealogia, onde cita a árvore genealógica;
Poéticos, músicas, orações, declarações, poesias, tanto do povo quanto dos lideres;
Históricos, cita fatos que ocorreram, como narrativa;
Profecias, Deus descreve o futuro, revela o que irá acontecer. Um bom exemplo encontramos em Isaías 9:6, onde cita o nascimento de Jesus 700 anos antes de acontecer.  ("Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz"

A Bíblia foi escrita em vários contextos históricos e diferentes como em desertos, em prisões, em guerras, em palácios..
As evidências da veracidade da Bíblia, onde comprovamos que ela foi inspirada por Deus, conforme estamos estudando se caracterizam pela sua UNIDADE LITERÁRIA, o que chamamos de inerrância, as PROFECIAS CUMPRIDAS e ainda hoje vemos nitidamente o cumprimento delas, ATUALIDADE, já que em qualquer época ela nos ensina com princípios morais e abrange assuntos necessários à todos; o seu EFEITO TRANSFORMADOR, pois não há livro que possa mexer com a alma humana como a Bíblia e a PRESERVAÇÃO NO TEMPO, não existe nenhum livro no mundo que tenha passado por tantas gerações e continue sendo o livro mais lido, que não tenha se tornado obsoleto ou provado ser um equivoco.


PANORAMA DO ANTIGO TESTAMENTO

O Antigo Testamento possui 39 livros, na sua maioria escrita em Hebraico e alguns poucos livros em Aramaico.
Divide-se em:
_Pentateuco, 5 livros:
  Gênesis foi escrito por Moisés no período aproximado de 1440 a.C
  Êxodo também escrito por Moisés 1400 a.C
  Levítico 1445 a.C também escrito por Moisés
  Números escrito por Moisés 1400 a.C
  Deuteronômio escrito por Moisés 1400 a.C

É importante ressaltar que as datas são aproximadas, pois existem vários fatores que empregam para realizar esse processo. O Pentateuco é formado pelos 5 primeiros livros da Bíblia que são conhecidos como a Torá da Bíblia judaica.

_Históricos, 12 livros
  Josué é de autoria incerta e foi escrito mais ou menos em 1380 a.C
  Juízes, autoria incerta mas com a probabilidade de ter sido escrito por Samuel em 1050 a.C
  Rute, também incerta com a probabilidade de ter sido escrito por Samuel em 500 a 1050 a.C
  I Samuel, possivelmente escrito pelo próprio Samuel em 931 a 722 a.C
  II Samuel, possivelmente escrito pelo sacerdote Abiatar em 931 a 722 a.C
  I Reis, atribuído à Jeremias, 560 a 538 a.C
  II Reis, atribuído à Jeremias, 560 a 538 a.C
  I Crônicas, atribuído à Esdras, 425 a 400 a.C
  II Crônicas, atribuído à Esdras, 425 a 400 a.C
  Esdras, também escrito por Esdras, 538 a 457 a.C
  Neemias, escrito pelo próprio Neemias, aproximadamente a 423 a.C
  Ester, de autoria desconhecida escrita aproximadamente em 465 a.C

Os livros históricos relatam os fatos que ocorreram na história do povo hebreu, suas guerras, suas conquistas, seus fracassos, início de sua monarquia e podemos perceber a ação de Deus junto ao povo judeu.

_Poéticos, 5 livros
  Jó, a Bíblia não relata seu escritor e muitos textos indicam a possibilidade de ter sido o próprio Moisés porém alguns estudiosos crêem ter sido Salomão ou Eliú, como não existe neste livro menção a reis ou a templo e nem mesmo as leis de Moisés não se pode afirmar quem escreveu e nem a data aproximada, há quem diga que pode ser o livro mais antigo, ou seja, o primeiro livro da Bíblia mas não existe comprovação disso.
  Salmos, escrito por vários autores como Davi, Asafe, Filhos de Corá etc, em 300 a 100 a.C
  Provérbios, escrito por Salomão, Agur e rei Lemuel, 950 a.C
  Eclesiastes, escrito por Salomão em 931 a.C
  Cânticos, atribuído à Salomão, 970 a 930 a.C

Os livros poéticos usam linguagem poética, uma ênfase em especial em Jó o qual pode ter sido o primeiro livro escrito cronologicamente. Nestes livros descrevem muitos cânticos, poesias, orações e declarações ao Deus todo Poderoso.

_Proféticos, 17 livros
  Isaías, escrito por Isaías, 700 a 690 a.C
  Jeremias, escrito por Jeremias, 626 a 586 a.C
  Lamentações, por Jeremias, aproximadamente 587 a.C
  Ezequiel, escrito por Ezequiel, 593 a 573 a.C
  Daniel, escrito por Daniel, 600 a.C
Nota: Estes são conhecidos como os profetas maiores, esta referência é devida à quantidade de informações contidas em cada livro. Há quem coloque o livro de Daniel entre os profetas menores porém suas informações o podem classificá-lo como profeta maior.
  Oseias, escrito por Oseias em 750 a.C
  Joel, escrito por Joel, 835 a 805 a.C
  Amós, escrito por Amós, 760 a 750 a.C
  Obadias, escrito por Obadias, 586 a.C
  Jonas, escrito por Jonas ou um narrador, 760 a.C
  Miqueias, escrito por Miqueias, 704 a 696 a.C
  Naum, escrito por Naum, 612 a.C
  Habacuque, escrito por Habacuque, 600 a.C
  Sofonias, escrito por Sofonias, 630 a.C
  Ageu, escrito por Ageu, 520 a.C
  Zacarias, escrito por Zacarias, 520 a 475 a.C
  Malaquias, escrito por Malaquias, 450 a.C

Não esquecendo que as datas são aproximadas, podendo haver alguma variação de uma edição para outra edição de estudos.



Resumo de Dag Veloso

sábado, 27 de maio de 2017

Um café e um sorriso

E de uma menina cheia de sonhos e ilusões, muito romântica nasceu uma mulher prática, sem romantismo algum, já machucada pelas farpas da vida.
No entanto o amor renasce em seu coração.
Foi um café o responsável.
O café e um sorriso.
E tudo se transformou.
Então renasceu uma nova mulher, cheia de sonhos e com o romantismo a lhe enfeitar a vista.
E a vida é a responsável por esta paixão.
Aceita um café?

Dag Veloso




domingo, 21 de maio de 2017

Outono

Campos do Jordão

Outono é minha estação favorita.
Dias perfeitos, o vento parece cantarolar, é um período de romantismo ímpar.
Apesar de ser a primavera a estação das cores é o outono que traz aquela sensação de aconchego, aproximação e união.
Esse ano meu outono foi marcado pelas lindas folhas europeias de Campos do Jordão, cenário romântico e inesquecível.
Vivi muitas coisas mas nada se compara ao que vivi naqueles dias em Campos e jamais esquecerei as lindas paisagens, o friozinho elegante, sua arquitetura campestre e tudo lá foi perfeito.
Gostaria que aqueles dias nunca tivessem se acabado.
Mas como tudo, aquilo também se foi e hoje é só uma doce lembrança.
A vida segue, as lutas chegam e os doces momentos ficam pra que jamais esqueçamos de que um dia a história fora perfeita.
Sempre sentirei sua falta, Campos do Jordão.

Dag Veloso