domingo, 5 de maio de 2013

A solidão é de quem?

Quando você se sente só mesmo quando está acompanhada, até no meio de uma multidão, de quem é esse sentimento?
Passamos a vida nos isolando em nossas próprias razões mas quem estará com a verdade?
O que temos a fazer?
Pra onde ir?
Onde estamos?
São tantas as questões que nos colocam no centro da solidão e também pergunto:
Sou apenas eu a sentir isso ou é de âmbito geral?
Por que não importa o que façam eu não me sinto aceita, talvez acolhida? Não sei exatamente como definir o que estou sentindo.
Só que eu olho pra todos e vejo tudo tão normal mas minha vida parece tão diferente de tudo e todos, parece que nada se encaixa direito, que não faço parte de nada e tentando ser normal acabo me obrigando a aceitar o que não me define.
Me sinto uma criatura abandonada no meio de seres que não são como eu e não importa onde eu vá, nem com que tipo de pessoas eu me relacione, ainda não consegui me sentir normal e me sinto sufocada por sentir que as pessoas me querem como alguém que não sou.
Acho que estou vendo a solidão com outros olhos hoje, ela está em mim e não há nada o que fazer sobre isso, a solidão está mais relacionada ao fato de eu não me sentir parte de nada do que por estar só.
Alguém tem mais perguntas?
Não sei você mas eu tenho todas, questiono tudo o que penso e sinto, embora não pareça por eu não costumar aceitar a opinião de ninguém sobre determinados assuntos, realmente me questiono sobre tudo mesmo as coisas que me parecem indiscutíveis.
Por exemplo, a fé que por si só não é válida se for uma fé enburrecida, tem que haver alguma razão e provas daquilo que se creu pra que se possa esperar por coisas que não sabe.
Tive tantas provas do poder de Deus, sei da existência dEle não só de ouvir falar ou de ler mas de prová-Lo de pertinho, tanto o poder quanto o amor mas não sei onde me encaixo nisso tudo, mesmo nisso não sei.
Alguém aí já se sentiu como se tivesse caído de um disco voador e não se lembra de onde veio e não entende mais nada que não suas próprias dores e mesmo elas te confundem?
Pois é, uns chamam isso de ser mimada, talvez seja, depois de tanto tempo sofrendo a vida me deu uns certos privilégios e eu mesma me dei direitos que nem sei se tenho.
Talvez a idade esteja agravando meus defeitos, firmando minhas opiniões mesmo as erradas que penso estarem certas, sinceramente, ainda não tenho certeza de nada em minha vida e mesmo a felicidade não é uma constante.
Eu me sinto assim, meio sem chão mas me diga, como você se sente?

Dag Veloso


4 comentários:

  1. A felicidade nunca é constante . Ela vem rápida e some com mais rapidez ainda , mas se ela nos deixar boas lembranças , é o que vale.

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  2. Olá , passei pela net encontrei o seu blog e o achei muito bom,
    li algumas coisas folhe-ei algumas postagens,
    gostei do que li e desde já quero dar-lhe os parabéns,
    quando encontro bons blogs sempre fico mais um pouco meu nome é: António Batalha.
    Deixo-lhe a minha bênção.
    E que haja muita felicidade e saúde em sua vida e em toda a sua casa.
    PS. Se desejar seguir o meu blog,Peregrino E Servo, fique á vontade, eu vou retribuir.

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  3. Nossa Dag é exatamente assim que eu me sinto , adorei o seu blog !!!! QUE DEUS LHE ABENÇOE !!!!!

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  4. Me encaixo bem nesse quadro tambem, Dag. Até das coisas que tenho certeza euduvido as vezes, o que é muito frustrante pra mim... Deus te abencoe e nos ajude nessa luta da vida! bjs..

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